Ford Fusion Lab, laboratório de gente grande.
“Passa, queimamos uns neurônios aqui e por enquanto temos as anotações no docs. Passamos por um processo nesse brainstorm iniciando nas idéias publicitárias, e achamos que estava parecendo um monte de bannerzinho. Daí partimos para uma linha mais de experimentos visuais em flash, com mecânicas de fluídos, controle de partículas e interação do usuário que não requerem explicações mas que representam bem os features. Por fim caímos numas de laboratório e inovação. Amanhã vamos refinar as idéias, descrever melhor os funcionamentos e compilar em um documento organizado, classificando em complexidade, prazo e custo. No geral as idéias parecem complicadas, mas temos como viabilizar de forma simples.”
Simples nada! Esse foi o primeiro e-mail (interno), trocado aqui na colmeia, após a reunião de briefing + brainstorm. Foi dessa forma que iniciamos o mais novo trabalho da colmeia em parceria com a JWT. Nossas referências? Passaram por Guto Lacaz, Beakman’s World e pelos livros de física e matemática.
As 9 features do Ford Fusion transformaram-se em 9 experiências. A brincadeira foi criar metaforas em forma de experiências em vídeo ou flash que intuitivamente evidenciassem as features do carro, mas que no consciente deixassem aquela marca de “não é que é?!”
Aqui vai o resumo das features e suas respectivas experiências, mas veja no site (www.fusionlab.com.br) porque é mais fácil mostrar do que explicar.
É isso, jájá o making of dessa brincadeira!

Begone Dull Care
Ontem Ed mostou um demo feito em Flash e Julio lembrou do trabalho do Norman McLaren. Coloco aqui Begone Dull Care, animação de 8 minutos feita em 1949 por McLaren e Evelyn Lambart sobre música de Oscar Peterson Trio, uma obra-prima de animação abstrata e musical. A obra de McLaren é caracterizada não só por uma estética peculiar, mas também pela exploração de técnicas alternativas de animação — esta foi feita com pintura direta sobre filme.
Faço um paralelo com o trabalho mais recente de Robert Hodgin e Andrew Bell do Barbarian Group, uma visualização para iTunes encomendada pela Relentless Energy (uma marca de energéticos). O software estava disponível para download gratuito no site da empresa (no momento fora do ar), que tinha um conteúdo interessante com outros artistas (branded content).
Relentless, The REV from flight404 on Vimeo.
Mas, mais do que o resultado gráfico ou visual, acho que o mais legal é ver como esses caras conseguiram imprimir personalidade em seus trabalhos através da técnica (tecnologia). O resultado final é maior do que a soma das técnicas utilizadas — não é necessário ter qualquer conhecimento das técnicas empregadas nesses trabalhos para apreciá-los. E é isso que faz deles referências.
Sobre originalidade, inspiração, remix e cópia
Li o post do CrisDias sobre as Mamães twitteiras furiosas versus Johnson & Johnson. E fiquei puto com thread gerado aqui. Porque certamente o tal video da J&J tem muito mais a ver o clássico Brazil Inspired da MK12 (de 2003) do que famosão Pulp Fiction in Typography (de 2006/2007).
Faz um tempo que penso em cópia, remix e originalidade. Mas desde os comentários do kevinolouco aqui sobre o o site Fox - Do Alto é Mais Divertido, que tô com a pulga atrás da orelha. Não com o Kevin, com o Cris e muito menos com o Kfouri. Comigo mesmo.
Eu também aponto o dedo acusador e digo: é cópia! E lembro que tem um “original” (entre aspas mesmo). Mas ‘muy frecüentemiente’ apontamos um trabalho “inspirado” (entre aspas mesmo) como sendo “vítima de cópia” (entre aspas mesmo).
Ou seja? Tamo atolado no remix. Até o pescoço. Porque a cabeça ainda tá no século XX. Mas, assim como o Cris e o Kfouri não lembraram do Brazil Inspired, o Kevin não lembrou do ursinho Mischa na Olimpíada de 82 e do videoclipe zZz…
Pensa comigo… estamos tão imersos na cultura do remix mas ainda tão apegados à originalidade quanto seu Walter Benjamin em 1936 A Obra de Arte na era de sua reprodutibilidade técnica com o negativo de filme, como único registro artístico válido. E, na época, ele era tão moderninho quanto eu e você, néam? :-)
Analog + organic + environmental + land art
Pra fazer um contraponto aos posts recentes do Omine (parabéns pelo trampo lá, viu mano?) e do Sonoda, e ao mondo digitale e a arte que ele sugere / propõe, achei esse inglês aqui no naturalismo - Andy Goldsworthy.
“I find some of my new works disturbing, just as I find nature as a whole disturbing. The landscape is often perceived as pastoral, pretty, beautiful – something to be enjoyed as a backdrop to your weekend before going back to the nitty-gritty of urban life. But anybody who works the land knows it’s not like that. Nature can be harsh – difficult and brutal, as well as beautiful. You couldn’t walk five minutes from here without coming across something that is dead or decaying.”
Vale olhar essa galeria pra ver os trampos dele de 76 a 86.


Reed Danziger
“It is in that space between organized information and chaos, predictability and disorder, which create a new vocabulary in which to examine the visual world.”
- Reed Danziger
Ilustradora americana que eu admiro pela leveza, elegância e equilibrio dos seus trabalhos. O resíduo disso tudo? Temos que assinar os nossos trabalhos com um toque pessoal e intransferível.
Arte generativa no SESC
Hoje tem início a Mostra SESC de Artes 08, da qual faz parte a exposição generativa(OUTDOOR). Os trabalhos selecionados serão projetados nas fachadas de 5 unidades do SESC SP. Destaco a presença de 3 artistas nessa exposição:
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David Dessens (aka Sanch) é um dos principais artistas trabalhando com vvvv (software baseado em “patches” que faz síntese de vídeo em tempo real).
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Daniel Shiffman é professor da NYU e recentemente lançou o livro Learning Processing. Em Swarm, um efeito de flocking é aplicado em um vídeo captado em tempo real.
Siggraph 2004 from shiffman on Vimeo.
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Marius Watz, além de trabalhar com Processing e vvvv, é responsável pelo site referência Generator.x.
Illuminations A from watz on Vimeo.
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Detalhes da programação no site do generativa(OUTDOOR).
Light Paint Piano Player
O cara escreveu a música e a gravou primeiro. Depois, usou um chaveirinho com um led verde para desenhar os frames que, por sua vez, foram fotografados por uma Canon Rebel, com 20 a 30 segundos de exposição:
Light-Paint Piano Player from Ryan Cashman on Vimeo.
O gran finale ficou por conta do After Effects, sincronizando as fotos e a faixa de áudio. Deu trabalho, mas paciência recompensa. E outra, olha a simplicidade da coisa toda, dá pra fazer arte desse quilate com câmeras DLRS nada de extraordinárias hoje em dia.
Vi no Gizmodo
Salvador Dalí a fondo
Via FluxusCentral: entrevista com o “polimorfo, anarquista, surrealista, despota supremo que rompe com tudo…” e monarquista convicto e apolítico Salvador Dali!
Descobri hoje e me lembrou um troço que a gente gostaria de fazer. Referências desse quilate sempre ajudam. ;-)
Waterdrop
Seguindo a onda das esculturas cinéticas a Roca, uma espécie de “DECA” espanhola, realizou uma instalação junto com o Héctor Serrano Studio batizada de Waterdrop.



“Roca will present the installation ‘waterdrop’ at 100% design london this year (18 - 21 september 2008). Designed by héctor serrano studio, the installation aims to capture the beauty and movement of water.”
Clique para ler todo o post…
WaterJet | impressora d´água
Achei legal. Lá no Japão construíram uma cachoeira artificial controlada por computador. Tá na cara que a arte usa um princípio semelhante ao das impressoras de jato de tinta. Cada bocal ou válvula é controlada precisamente ao ponto de produzir padrões muito bonitos. Taí.

Vi no Gizmodo










