Braincast TV #10.3 – Na MTV (parte 3)
E agora pra finalizar, vamos com mais um bloco do Braincast TV na MTV.
Visando mais o futuro, nossa mesa conversa sobre o papel do artista nos dias de hoje e o que se espera para frente com relação ao comportamento no mundo da música e arte. Além disso, vamos acompanhar papos sobre as mÃdias e seus papéis e também a liberdade que se espera para as gerações que estão por vir.
Tudo muito bacana no bloco de encerramento da décima edição. Confiram no enxame.tv.
Digital na liderança
Ontem, o Dudu mandou a artigo da Ad Age As the Lines Blur, Digital Agencies Are Taking Lead que mostra que agências digitais como AKQA, Tribal DDB e Barbarian Group estão concorrendo e ganhando pitchs contra agências tradicionais.
O artigo parte da constatação de que a tão propalada convergência começa a dar vantagens a agências digitais. Num trecho ele cita um relatório do Forrester Group:
“Late last year, Forrester completed a study of several interactive agencies. The report’s author, Brian Haven, argued that interactive shops are closer to the consumer, in a better place to mine the rich insights and data available via the web, and in the right place at the right time to capture consumer behavior changes. Because of those things, interactive shops are poised to be the “foundation for all marketing efforts within the next five to 10 years,” he wrote. But, he added, agencies have not yet reached the level of leadership they need.”
O cenário não podia ser mais interessante pra quem já trabalha no mercado de comunicação digital, apontando claras oportunidades nos próximos anos. Por outro lado, sobra a pulga atrás da orelha com o comentário de que falta a postura de liderança.
Como cada um olha pro que quer, o Sonoda preferiu olhar pro outro lado e sacou muito bem… “O bacana é conseguir enxergar a possibilidade que temos de experimentar, e esse é o único modo de fazer algo que nunca foi feito. Experimentar com regularidade para desenvolver projetos pioneiros com resultados positivos e mensuráveis”.
Red5 como alternativa ao Flash Media Server

Red5 é um Servidor Flash Open Source (sob licença LGPL) escrito em Java.
Em sua versão 0.7 o projeto possui as seguintes features:
* Streaming Audio/Video (FLV e MP3)
* Recording Client Streams (somente FLV)
* Shared Objects
* Live Stream Publishing
* Remoting (AMF)
O que significa muitas das funcionalidades realizadas pelo FMS, que hoje se divide em Interactive Server e Streaming Server.
A grande perda na minha opinião fica pela falta do streaming em H.264 para vÃdeo e HE-AAC para áudio, mas o que o RubyIZUMI diz fazer, então… =D
Voltando ao Red5…
Hoje sua documentação não é muito organizada, o que não deve demorar a melhorar se a gente analisar as threads em sua lista de discussão. A maioria das informações encontradas são em blogs de desenvolvedores e mantenedores do projeto.
Minha visão é que o red5 ainda tem muito para se tornar um servidor simples para se desenvolver, principalmente para quem não tem experiência com servidores j2ee, mas os projetos que estão aparecendo e que o utilizam nos dão algumas facilidades e nos mostram o que ele pode fazer, alguns deles são:
FORCE – Flash Oriented Realtime Communication Engine
FORCE builds on several other open source projects to provide flash developers with a platform on which they can easily build and deploy complex realtime multi-user applications.
Jedai is a network application framework which helps users develop collaborative applications easily. User Interface components built with the framework are included that enable rapid network application development.
PaperWorld3D is a Realtime 3D Multi-User Application Framework built for the Flash Platform.
Pra quem vai começar, essa documentação (versão em pdf) ajuda bastante e o plugin para eclipse também. ;)
Free (english version)
Flavio has just translated his latest post to english – here it goes:
Recently, Passamani sent a link about creative process and alternative ways of making money, which created a nice conversation about these alternative ways:
Just to remind you, Trent Reznor (Nine Inch Nails) did something like that: his album Ghosts I-IV was distributed over a Creative Commons license – BY-NC-SA. And besides that, he launched a contest where people could create videos for his tracks, and publish them on YouTube (even Natzke participated), and he (Trent Reznor) and other people would select the best ones to be exhibited in a virtual film festival. And he even made a few hundreds of thousands of dollars with that.
But i think the biggest problem in how to make money with media distribuition today, is more cultural than economical. People with 25+ years-old today had grown up with the idea that we must pay for music, videos. I had a nice collection of cds when I started downloading mp3. Now teenagers had grown up with mp3 download, so for them, free media is something natural.
And if they have that in their culture, how to convince them it’s wrong and paying is right? The “distance” between accessing beatport.com to buy music and accessing thepiratebay.org to steal them is the same. Not to mention that the way some online stores (such as Amazon and iTunes) sell media is not compatible with Internet’s reality: physical boundaries (I need an address in the US) in a “world” that basically has no boundaries.
The other day I tried to buy an mp3 album at Amazon, but I couldn’t. Which would be an alternate solution? I could search at thepiratebay.org and choose a torrent with high-quality mp3s (even higher than the quality offered at Amazon). And it’s not a 3rd world economy problem, bytes import tax or something like that, because beatport.com sells music to Brazil (and did that before they launched their brazilian version).
So back to the subject, I think this search for a profitable way of being an artist today, is utopic. It’s time for people to realize this model died when Internet came and mp3 became popular, and then search for different alternatives. Trent Reznor did that: he became independent and is making more money now than when he had a label contract, even giving away his music (I think Chris Andersen’s concept of Free is very interesting).
And the point is: people will share music, and it’s not a matter of pirating it, but to promote it (it reminds me of the story about that girl who filmed a few seconds of the Transformers movie to show to her little brother and was arrested). If I like the music, I’ll send it to my friends. Not because I want to screw the artist, but because I want to recommend him and make him more popular. By doing that, am I helping him, by doing his marketing (and when he comes here to a concert, more people might attend to it) or not? And knowing that, the best thing is to anticipate that doing the distribution by yourself, but also thinking in a way to make money (and then the idea of creating special and limited editions, that lots of artists are doing now. That you can’t find on Pirate Bay :-P).
Free
Recentemente, o Passamani mandou um link sobre processos criativos e remunerações alternativas, e acabou gerando uma boa conversa sobre essas formas de remuneração:
Só pra lembrar, Trent Reznor (Nine Inch Nails) fez algo assim: seu álbum Ghosts I-IV foi distribuido sob licença Creative Commons – BY-NC-SA. Além disso, ele lançou um contest onde as pessoas criavam videos para as tracks, e publicavam no YouTube (até o Natzke participou), e ele e outras pessoas selecionariam os “melhores”, para serem apresentados num festival de filme virtual. E ainda ganhou algumas centenas de milhares de dolares.
Mas acho que o maior problema em como ganhar $$ com distribuição de mÃdia hoje, é mais cultural do que econômico. Pessoas com 25+ anos hoje, cresceram com a idéia de que temos que pagar pela música, video. Eu mesmo já tinha uma boa coleção de cds quando comecei a baixar mp3. Agora, teenagers cresceram com o download de mp3, e pra eles, a música de graça é algo natural.
E se eles já tem isso na sua cultura, como convencê-los que o certo é pagar? A “distância” entre acessar um beatport.com para comprar música, é a mesma para acessar thepiratebay.org e “roubá-las”. Sem contar que a forma de vendas de mp3 que a Amazon e iTunes usam, não condiz com a realidade da Internet: fronteiras fÃsicas (preciso de um endereço nos EUA), num mundo onde basicamente não temos fronteiras.
Outro dia mesmo eu tentei comprar um álbum em mp3 na Amazon, e não consegui. Qual seria a solução? Eu poderia ir ao thepiratebay.org, e ainda daria pra escolher o torrent com mp3s em alta qualidade (mais alta até do que os vendidos na Amazon). E o problema não é por causa da economia do 3o. mundo, imposto sobre “importação” de bytes, etc. pois o beatport.com vende músicas para cá (antes mesmo deles terem a versão brasileira do portal).
Voltando ao assunto do texto, acho que essa busca de uma forma rentável de ser artista hoje, é algo utópico. Está na hora das pessoas assumirem que esse modelo morreu com a chegada da Internet e popularização de mp3, e buscarem outras formas. Trent Reznor fez isso: se tornou independente e está ganhando mais $$ agora do que quando estava com contrato em gravadora, mesmo distribuindo músicas de graça (acho interessante o conceito de Free do Chris Andersen).
O ponto é: as pessoas vão distribuir música, e não é nem questão de piratear, mas sim de divulgar (lembrei da história da garota que filmou alguns segundos do filme Transformers para mostrar pro seu irmão menor, e foi presa). Se eu gosto de uma música, eu vou mandá-la para amigos. Não por querer prejudicar o artista, mas sim para recomendar e fazer com que ele seja mais conhecido. Sendo assim, estou prejudicando ou ajudando, fazendo seu marketing (e quando ela vier fazer um show, a qtidade de pessoas poderá ser muito maior)? Sabendo disso, o ideal é antecipar isso, fazendo vc mesmo a distribuição, mas pensar numa mecânica para lucrar em cima disso (daà a idéia de edições especiais, que muitos artistas lançam agora. Isso vc não consegue achar no Pirate Bay :-P).
The Next Generation | looking at the web in a different light
Artigo fresco da Adweek traz um painelzinho com 5 agências digitais independentes, que supostamente tem uma atitude diferente – pensando na mirÃade de press releases sobre inovação e novas mÃdias que assola nossas vidas hoje em dia.
São elas: 360i, big spaceship, deepfocus, evb e schematic.
Uma frase de efeito do Trevor Kaufman, CEO da Schematic-, faz pensar: “Marketing will always be a cost center,” Kaufman said. “We’re looking for ideas where clients can make money.”
via babelfish, do grão-mestre Brian Crotty.
colmeia na Vila MÃdia
Nasce um novo bairro em São Paulo! Comentário do Gilberto Dimenstein na CBN nessa terça (15/04/2008):
Legal o Dimenstein batizar o bairro. Leia a Ãntegra no artigo dele. Assim os negos aqui da colmeia começam a botar uma fé maior que a Leopoldinha vai ser um lugar decente pra trabalhar… :-)
Dimenstein fala sobre a mudança de várias produtoras de vÃdeo ali pra Mofarrej e da mudança da colmeia junto com o Ink, que tá cheio de planos pra mexer na parte urbana e humana da região.
Valeu Kadu!
DIY PR ou Assessoria de Imprensa, a gente faz em blog
Ao preparar dois releases este mês, a gente chegou à conclusão de que a distribuição dos mesmos na imprensa é importantÃssima, mas não mais do que a gente publicar a nossa versão dos fatos. Eu, o Kazi e o Dudu somos produtores-executivos da colmeia. Auto-denominados ‘mico-empresários’. Explico o termo.
A colmeia é uma start-up (setembro faz 1 ano de empresa), com histórico quase sólido (setembro faz 3 anos de Núcleo de Novas MÃdias, embrião da colmeia). Corremos pra manter uma produtora com 20 e tantos negos rodando. Ralando, surtando, aprendendo pra caralho e nos divertindo no processo. Por isso, ‘mico-empresários’. Dando a cara pra bater no jovem mercado audio-visual em novas mÃdias. Mesmo que dentro do Ink, um puta grupo de produção audiovisual, com mais de 10 anos de vida. Vivemos um dia depois do outro, um projeto depois do outro. Na 4ª camada. Prestando serviço para agências de publicidade. Adrenalina à s vezes acima de mil.
O método adotado por instinto poderia ser explicado como o DIY PR ou, melhor ainda, “Assessoria de Imprensa a gente faz no nosso blog”.
O subtÃtulo aà é, na real, uma definição mais precisa do nosso método, já que o termo gringo vem do blog do Guy Kawasaki, evangelista primevo da Apple. O cara abriu espaço para que alguém ditasse os 10 mandamentos do DIY PR (Do It Yourself Public Relations). Esse alguém foi o Glenn Kelman, CEO do site Redfin, uma imobiliária 2.0 interessantÃssima, aliás.
Acontece que a definição é americana demais, esquemática demais, preocupada com investidores demais. Ou seja, na minha mão viraram 6 MANDAMENTOS:
1 – A verdade te libertará
Se você quer ser um ‘mico-empresário’ como a gente, vá pro jogo aberto. Deixe de lado o discursinho seguro e fale o que pensa. Pode ser menos limpinho mas fica mais fácil pro mercado saber quem é você.
2 – Seis cliques de separação
Antigamente, ter um cartão significava alguma coisa. Hoje, todo mundo está nas redes sociais ou em seus blogs. Procure os jornalistas com quem você quer falar e puxe uma conversa. Não é um bicho de sete cabeças e o diagraminha que o gringo fez é besteira pura.
3 – Idéia pode ser ouro ou mato
Empreendedores vivem com idéias pouco convencionais na cabeça. E isso pode render boas histórias pros outros. OBS: A gente aqui na colmeia tem uma frase totalmente oposta a essa. Um dos caras mais inovadores da equipe, vulgo etruta, já definiu que idéia é mato. O lance é produzir a idéia. E fazer os outros saberem disso. Separando as coisas, histórias interessantes podem interessar à imprensa. Suas idéias não valem nada na sua cabeça e valem pouco em forma de post. Empresas vivem de coisas feitas.
4 – Nerds dominam o mundo | e são rápidos
Simples assim, se o seu negócio tem a ver com novas mÃdias e tecnologias, você tem de ser tão nerd quanto os blogueiros e usuários pesados, por exemplo. Não espere isso de um assessor de imprensa: a responsabilidade é sua.
5 – Paixão + Expertise = Credibilidade
Não dá pra começar uma empresa sem muita paixão. Não é recomendável fazê-lo sem entender o seu negócio. Gente que gosta e entende o que faz é capaz de falar muito e bem sobre isso.
6 – Invente Tempo
Sem essa de que você é um empresário super-ocupado. Se você não é capaz de pensar o seu negócio de fora ou se não vê o valor de brincar de projeção astral corporativa, procure ajuda.
Tá muito confuso?
Videocast colmeia #3 – Parte 1 (ou 3.1)
Acaba de sair do forno, a primeira parte da nova edição do videocast da colmeia.
Aliás, você sabia que somos o primeiro videocast brazuca em HD? É moleque… Não é cascata não! Pode comprovar na versão em HD no Vimeo.
Nesse bloco tem:
PontoMobi e a rede bluetooth no Brasil.
Nokia relança o N-Gage e compra GyPSii, rede social mobile aliada ao GPS.
Videos do World Of Warcraft com o mega tchosko Mr. T e William Shatner.
Open Social em ação
Marc Andressen explica como funciona o Open Social com screencast abaixo e alguns screenshots, como esse aqui.
O lançamento foi considerado uma grande tacada sobre o domÃnio do Facebook, entre as redes sociais. Interessante ler a matéria da eweek mostrando que a disputa entre OpenSocial e Facebook, é na verdade a primeira batalha aberta de uma disputa entre Google e Microsoft. Leia o artigo, em inglês.
Em resumo, a briga principal é sobre os diversos softwares ‘de caixinha’ da Microsoft (Office,Exchange e SharePoint) que começam a enfrentar a concorrência do modelo freemium do Google Apps
Leia também:
27/11/2007 – A batalha da mÃdia social
07/11/2007 – Testando o Open Social
31/10/2007 – Google OpenSocial ou a notÃcia do dia (de amanhã)
31/10/2007 – Maka-Maka, agregador de redes sociais








