Sobre originalidade, inspiração, remix e cópia

Li o post do CrisDias sobre as Mamães twitteiras furiosas versus Johnson & Johnson. E fiquei puto com thread gerado aqui. Porque certamente o tal video da J&J tem muito mais a ver o clássico Brazil Inspired da MK12 (de 2003) do que famosão Pulp Fiction in Typography (de 2006/2007).

Faz um tempo que penso em cópia, remix e originalidade. Mas desde os comentários do kevinolouco aqui sobre o o site Fox - Do Alto é Mais Divertido, que tô com a pulga atrás da orelha. Não com o Kevin, com o Cris e muito menos com o Kfouri. Comigo mesmo.

Eu também aponto o dedo acusador e digo: é cópia! E lembro que tem um “original” (entre aspas mesmo). Mas ‘muy frecüentemiente’ apontamos um trabalho “inspirado” (entre aspas mesmo) como sendo “vítima de cópia” (entre aspas mesmo).

Ou seja? Tamo atolado no remix. Até o pescoço. Porque a cabeça ainda tá no século XX. Mas, assim como o Cris e o Kfouri não lembraram do Brazil Inspired, o Kevin não lembrou do ursinho Mischa na Olimpíada de 82 e do videoclipe zZz…

Pensa comigo… estamos tão imersos na cultura do remix mas ainda tão apegados à originalidade quanto seu Walter Benjamin em 1936 A Obra de Arte na era de sua reprodutibilidade técnica com o negativo de filme, como único registro artístico válido. E, na época, ele era tão moderninho quanto eu e você, néam? :-)