Ideia, tecnologia e algumas batalhas de hoje em dia
Óbvias ou nem tanto, são várias as batalhas que travamos na propaganda hoje. Para alguns, elas se materializam em forma de combustÃvel, de estÃmulo. Para outros são verdadeiros dilemas existenciais: incomodam, machucam, são zumbidos que, se tudo correr bem, devem sumir com o tempo. Eu gosto de pensar que elas são formas dignas de lidarmos com as nossas zonas de conforto rumo a tentativas de inovação, de superação. Ter consciência delas é um passo para lutá-las. Ignorá-las ou não reconhecê-las pode ser um manifesto de fracasso antes mesmo de se começar a entendê-las.
Durável x descartável – A propaganda tradicionalmente vive de criar bons momentos para as marcas. De impacto, resumido a um pequeno espaço de tempo. De interrupções – boas e ruins – , adequadas ou não. Por mais que se fale em engajamento, em criar conteúdos incrÃveis que vençam qualquer preconceito do consumidor e levem determinada ideia à propagação espontânea, me pergunto sobre a durabilidade das ideias, independentemente de plataforma ou meio. Ideias poderosas a ponto de resistirem ao tempo e, principalmente, ao fórum de discussões. Nos tempos de hoje – e tudo indica que daqui em diante – precisamos nos preocupar com a construção de plataformas que durem, de projetos que criem sentido real para o consumidor, que lhe sejam úteis, mesmo que para os momentos inúteis. Que, sendo duráveis, sugiram a durabilidade dos valores que as marcas de nossos clientes carregam. Dá muito mais trabalho, leva muito mais tempo e requer uma disposição extra de todos os envolvidos, inclusive por uma questão de verba. Olhe para os dois Grand Prix de Cyber em Cannes 2010 e reflita. Se preferir, assuma que isso tudo é só “tendência”.
;-)
Invenção e contexto x criação e mÃdia – A incorporação de novos perfis de profissionais à s equipes das agências e das produtoras vem ganhando escala nos últimos tempos. Multidisciplinaridade e interdisciplinaridade são palavras presentes cada vez mais em keynotes por aÃ. Mais do que reunir um bando de pessoas brilhantes e com backgrounds diferentes em volta dos desafios de comunicação de uma marca, é preciso criar interdependência entre essas pessoas e a organização da qual elas fazem parte. Até porque esta necessidade de interdependência vem do fato de que a criação tradicional não consegue mais resolver o problema sozinha. Se todo o conteúdo criado e produzido para uma marca concorre inclusive com o conteúdo gerado pelo próprio consumidor, de certa forma, um senso de invenção deve estar carregado em tudo que entregamos hoje.
Do mesmo modo, a capacidade de propor contextos interessantes para a participação do consumidor deve sobrepor o confortável foco na “otimização da verba” da campanha.
Sendo o mais óbvio possÃvel: insights certeiros, boas histórias, tecnologia inovadora, execuções realmente inéditas – tanto de produção quanto de mÃdia – e um cliente exigente e ponderado, tudo trabalhando junto para levar a ideia além do óbvio, e, assim, para perto do nirvana do melhor resultado possÃvel. Inventar e descobrir são sinônimos em latim. Hoje é preciso descobrir tempo para se reinventar. Procrastinar nessa matéria é perder uma importante batalha.
Experiências realtime x experiências datadas e estáticas - Durante anos a fio aplaudi casos internacionais de projetos digitais incrivelmente bem executados, que levavam meses de trabalho árduo para ficarem no ar por poucas semanas. Experiências que misturavam filmes e animações super bem planejadas, programação esperta e inovadora, design de interação arduamente executado, e que propunham que o consumidor passasse o máximo de tempo possÃvel dentro deles. Estou certo de que com o inevitável crescimento da fatia digital no bolo brasileiro de propaganda, este tipo de projeto será cada vez mais comum por aqui. Mas devemos aprender com os mercados mais maduros: o “realtime” deve estar incorporado tanto na ideia quanto na experiência, sob pena de uma indesejável fadiga prematura do projeto. Obviamente há que se pensar em adaptações que o realimentem e o mantenham vivo e relevante no decorrer do tempo, mas temos que planejar projetos que persistam, além da nossa tradicional mentalidade de curto prazo.
Cada vez mais, as grandes ideias são inspiradas pela tecnologia. Por mais simples que devam ser, por mais irritantemente óbvias que possam parecer, as ideias devem continuar vencendo a batalha da mediocridade usando a tecnologia como fundamental aliada.
(Artigo publicado na edição 1417 do jornal Meio & Mensagem)
Yahoo Big Idea Chair | T-racer no páreo
Já levou o Grand Prix no Wave Festival desse ano em cyber… será que leva a poltrona roxa?
http://www.vimeo.com/5963829Vote aqui, no site do prêmio.
Personal Democracy Forum @ Jazz at Lincoln Center
29 e 30 de junho, amanhã e quartafeira. Uma conferência que junta gente bacana pra conversar, e tem como objetivo também premiar iniciativas independentes e opensource na intersecção entre tecnologia e polÃtica. Premios em dinheiro para web developers que cheguem lá com web e mobile apps inovadores, usando dados de NYC. O principal palestrante é o prefeito de NY, Michael Bloomberg.
How cool is that????
E no Brasil, alguém se empolga de fazer algo assim?
The Personal Democracy Forum is the world’s largest and best known conference on the intersection of technology and politics. For the sixth year, more than 1,000 top opinion makers, political practitioners, technologists and journalists will come together to network, exchange ideas, and explore how technology and the Internet are changing politics, democracy, and society. Join us at Jazz at Lincoln Center (Broadway and 60th St.) for two uniquely stimulating and inspiring days of keynotes, breakouts and networking.
Braincast TV #11.4 – Seeding
Fechando esta edição do Braincast TV, Carlos Merigo, Cris Dias, Emerson Calegaretti e Rene de Paula Jr. encerram falando sobre seeding e no que ele pode ser ruim pra marca em questão (ou bom… vai saber).
Veja o vÃdeo no enxame.tv.
O jeito mais louco de se fazer música (não tão boa)
Quanto à qualidade da música, foi uma brincadeirinha. Gosto é gosto. Aqui a gente pode ver a orquestra de gadgets montada pelo mano japonês Daisuke.
Aqui vai a receita:
* Korg Kaossilator Dynamic Phrase Synthesizer
* iPod Touch with Mokugyo (JP only)
* iPhone with Bloom
* Nintendo DS Lite with Electroplankton
* Nintendo DSi with KORG DS-10
* Belkin Rockstar
Curtiu? Então dá uma olhada no outro experimento do Daisuke, uma talkbox com canudinho de plástico no Nintendo DSi. E já que relembrar é viver, dá um look também na bandinha de 2 iPhones e 1 Nintendo DS Fat.
Achei essa parada lá no BoingBoing
OmeleTV #11.2 – Cuidado! Zumbis Sanguinolentos no OmeleTV!
Nessa edição a receita foi composta por uma grande mistura de ingredientes. Tivemos tietagem do Borgo pra cima do George Romero, e ainda comentários sobre a Zombie Walk. Fora isso os e-mails com a nova fã do Hessel afirmando que ele é “tudo de bomâ€, e também comentários sobre o DVD do Batman. No encerramento vamos acompanhar uma verdadeira aula sobre a mÃdia “blu-rayâ€, e algumas comparações com o DVD e equipamentos necessários.
(veja no enxame.tv)
DVR Camball
DVR Camball é uma bolinha preta estilosa que funciona como câmera digital e MP3 player. Imagine os ângulos alternativos de gravação que se pode obter e os diversos lugares onde se pode gripar esse aparelhinho… Se tivesse um controle remoto para acioná-la à distância e um mini display para vizualização, a brincadeira seria melhor ainda.

No resto, a pequena captura vÃdeos em MPEG-4 de resolução 320×240 ou 640×480, possui entrada para fone de ouvido, cartão de memória, cabos para saÃda de dados, prendedor de pescoço, além de opcionais interessantes como cartões de memória com mais espaço e um mini case redondo em acrÃlico para takes ou fotos subaquáticas. Saiba mais sobre o produto aqui, ela custa mais ou menos 200 dólares.
Vi no DVICE.
colmeia no FILE 2008
Nessa segunda-feira, estivemos na abertura do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE 2008) para apresentar nosso novo projeto, o jogo Tantalus Quest .
Essa é a primeira vez que participamos do FILE, que está em sua nona edição e é o maior festival de arte e tecnologia da América Latina e um dos maiores acontecimentos do segmento no mundo inteiro.
Confira a nossa cobertura em vÃdeo do evento, com os comentários dos criadores do game, os ursos Eduardo Omine e Edgard Akiyama, juntamente com o game designer Fabiano Onça. Veja também as considerações do curador da mostra, Ricardo Barreto, além das outras atrações da exposição. Não se esqueça de visitar a nossa galeria de fotos do FILE 2008 .
Tantalus Quest é um game multiplayer presencial no qual os participantes de dois times rivais tentam formar figuras geométricas o mais rápido o possÃvel. Cada equipe é gravada por uma webcam e as imagens processadas são transformadas em uma mancha, que é comparada à uma forma geométrica apresentada como “desafioâ€. Quando a mancha formada pelas pessoas é suficientemente semelhante ao desafio, o time pontua.
Veja também o post:
04/08/2008 – FILE 2008 | colmeia +Fabiano Onça = Tantalus Quest
File 2008
Centro Cultural Fiesp, Galeria de arte do Sesi – Avenida Paulista, nº 1313.
São Paulo – SP.
3ª a sáb. das 10h às 20h, 2ª das 11h às 20h e dom. das 10h às 19h.
de 5 a 31 de agosto.
Piriguete Cibernética – #RBMLV
Mais uma da série “Robôs do Barulho Muito Loucos de Verão“, também conhecida como #RBMLV.
Aqui temos a primeira robô menina da série que pôs as cabeças dos meninos em parafuso. Ela rebola, ela mexe ao som de Barbie Girl (ou Robot Girl), apesar de eu achar que ficaria muito melhor ao som de Piriguete… “Quando ela me ve ela mexe, Piri, Pipiri, Pipiri, Piri, Piriguete!“.
É a robozada no pancadão! Curtam essa robozinha bem sexy fazendo miséria o mundo cibernético macho.
Via: Gizmodo
FILE 2008 | colmeia + Fabiano Onça = Tantalus Quest

Hoje, vários de nossos ursos estarão com o Fabiano Onça na abertura do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE 2008. O motivo é o lançamento do Tantalus Quest, o mais novo resultado da parceria entre colmeia e Onça.
O Tantalus Quest é um jogo multiplayer presencial no qual os participantes de dois times rivais tentam formar figuras geométricas o mais rápido o possÃvel. Cada equipe é gravada por uma webcam e as imagens processadas são transformadas em uma mancha, que é comparada à uma forma geométrica apresentada como “desafio”. Quando a mancha formada pelas pessoas é suficientemente semelhante ao desafio, o time pontua.
O jogo possui a premissa de ser um game casual e efêmero, reflexo de uma sociedade em que o jogo e o universo lúdico são cada vez mais presentes e corriqueiros. O jogador é convidado a participar, mas seu desempenho — se vence ou perde —, não tem importância. O jogo continua, não tem fim.
Ficamos orgulhosos. Você pode ver esta e outras obras no FILE 2008, o maior festival de arte e tecnologia da América Latina e um dos maiores acontecimentos do segmento no mundo inteiro. Ao todo, participam desta 9ª edição do FILE aproximadamente 300 artistas de mais de 30 nacionalidades diferentes.
File 2008
Centro Cultural Fiesp, Galeria de arte do Sesi – Avenida Paulista, nº 1313.
São Paulo – SP.
3ª a sáb. das 10h às 20h, 2ª das 11h às 20h e dom. das 10h às 19h.
de 5 a 31 de agosto.









