República UX?

Na onda web2.0 (ô rótulo chato) foi criada a UXrepublic. Uma comunidade onde o mano sobe uma screenshot de alguma interface que pode representar uma boa ou má “user experience”. A idéia é gerar discussão em cima de boas e más soluções, gerar aprendizado, blá, blá, blá. Não sei quem criou e nem sei se funciona, eu não subi nada lá ainda, pelo menos não tive vontade e até agora vi que todas as screenshots não tem nada de discussão, eles criaram até uma extensão para o Firefox que agiliza sua publicação (tipo, vi uma coisa tosca ou boa e quero publicar rapidamente, nego na gringa pensa rápido nas extensões, rs), a idéia parece bacana, qdo vi achei que poderia ser uma espécie de FWA para boas “user-experiences”, mas nem é.

Aliás, será que rolaria um FWA para bons trabalhos focados na experiência do usuário? O que seria uma boa experiência do usuário? Quem julga? Como? Cuma? Com números? Resultados? Entrevistando os usuários???? O Ibope faria isso?

Vi o link lá no Konigi.

User Experience vs Brand Experience?

Pois é, dá pra imaginar que a experiência do usuário poderia colidir com a experiência da marca?

Eu não imagino isso, ao contrário, penso que uma coisa complementa outra e isso já é um assunto que pode até ser carne de vaca (talvez não, quem sabe), mas mesmo resolvi postar a respeito porque vi um post bacana da Lu Cattony no Planta Baixa lembrando a ilustração feita por Trevor Van Gorp da Affective Design. A ilustra de Trevor faz uma analogia do velho gráfico (imagem a direita) de elementos da experiência do usuário feito por Garrett com um iceberg.

Bom, o que interessa é que em Abril desse ano em Londres no FOWD (Future of Web Design) Steve Pearce e Andy Clarke da inglesa Poke fizeram uma apresentação bem legal com esse tema “User Experience v Brand Experience” e apresentaram de maneira mais divertida ainda alguns slides enfatizando bastante a analogia do iceberg e porque não até melhorando ele e que vale dá uma olhada.

Abaixo os slides com a ilustração de Trevor Van Gorp:

Abaixo a palestra de Steve Pearce e Andy Clarke (porém eles ineficientemente não exibem os slides no vídeo, hunf).

E já que eles não exibem os slides na palestra, ói ele abaixo:

Protótipos Navegáveis

Um dos dilemas existente para a documentação de AI são os chamados protótipos navegáveis. Aqui na colmeia estamos sempre na busca de novas formas de apresentar esta documentação agradando tanto cliente quanto a equipe interna que deve entender o projeto.

E navegando em referências, buscas e mais buscas Google adentro me deparei com o protótipo produzido pela equipe da Athletics NYC, um coletivo nova-iorquino que já produziu alguns projetos bacanas para a Adidas, Gatorade, Axe, etc. Para desenvolver um site para o selo indie Dangerbird Records eles procuraram inovar na apresentação do wireframe e criaram um protótipo navegável bem interessante, diferente de vários existentes que não fazem jus a criação de um protótipo, ou seja, simplificar o wireframe e deixar mais “entendível” digamos assim ao que será o produto final.

Blog da Athletics, explicando o projeto

Visão do Site da Dangerbird Records

No blog deles é explicado a forma como foi pensado e desenvolvido o projeto e o porque o uso desse protótipo. É interessante ver essa execução baseada em cima de pontos fundamentais neste case, ou seja, mesmo com um protótipo perfeito é fato que cada projeto deve ser tratado diferentemente, alguns cabem essa aplicação e outros tantos não.

O legal é que além de explicar como foi pensado e criado o protótipo eles nos dão o link pra dar uma inspirada um pouco e você pode comparar o resultado final acessando o site da Dangerbird já desenvolvido.

Alguns pontos bacanas no projeto:
- Menu para navegação dentro das páginas
- Exibição do caminho que o link vai realizar no mouse-over
- Fidelidade a navegação do site

Visão do projeto navegável

Visão do projeto navegável

Acesse lá:
- Explicação do projeto no blog da Athletics NYC
- Release do projeto no portfólio deles
- Protótipo navegável para o projeto
- Site desenvolvido da Dangerbird Records

Quadro de medalhas no NY Times

Vi a dica lá no Planta Baixa e achei fodão. O NY Times, na sua cobertura das Olímpiadas, criou um quadro de medalhas que permite o usuário ver rapidamente os rankings de todas edições olímpicas da era moderna.

O bacana é como essa data visualization é leve, rápida, simples e de maneira lúdica mostra o gráfico dentro do mapa mundi. Você pode navegar por visualização Geográfica ou Ranking.


Taí um bom exemplo de visualização de dados que consegue ser simples, bacana e sem ficar “entendível” somente para os “geeks”.

Acessa lá!

Jukeboxes + Interface Simples = Songza

O Kazi já falou aqui a um tempo atrás sobre as rrrrádios virtuais, pois bem maluco, além delas existe uma pá de empresa, sites, agências, etc, etc, que vem “tentando” inventar maneiras de fazer um “jukebox na internet” e competir com as famosas, a grande maioria vira um boom (Seeqpod e Mixwit) depois cai no esquecimento (pelo menos no meu caiu rapidinho) talvez por não existir ali alguma funcionalidade que realmente incentive o uso delas como por exemplo as tais rádios virtuais mais famosas (Last.fm, Deezer, Pandora, etc) que viraram comunidades com seus widgets, etc, etc.

Bah, mas num vô falá aqui de case de sucesso ou popularidade de uso, blabas, vô falá da interface dessas tais “jukeboxes”, ou melhor, de uma jukebox específica vai, a Songza.

Apresentando, Songza é um jukebox virtual que foi inventado em novembro do ano passado pela Humanized. Humanized é uma empresa de Aza Raskin. Aza Raskin é o filho do gênio Jef Raskin! Tchanan! Jef Raskin, gênio pq é um visionário maluco doidão, especialista em interfaces “homem-máquina” que lá pras bandas da década de 70 fundou o projeto Macintosh (da Apple, isso) e em 2000 escreveu o livro “Interfaces Humanas”, daí em 2005 ele morreu.

Tá bom né? Não! O que interessa na parada é que Jef Raskin pregava a “simplicidade-para-tarefas-simples-em-interfaces” e propôs uma solução para interfaces modais, as “nada-simples” digamos assim: a interface quasimodal (leia muito mais tecnicamente sobre ela no post ae do Marco que explica bem melhor) e antes de morrer passou para o seu filhote, o tal Aza, um pouco do seu conhecimento (beleza de pai hein?).

Enfim, falando do bixo. O sistema do Songza é isto: “busca vídeos no YouTube e toca somente o audio”. E pro usuário ele funciona assim: “busque a música que você quiser, ouça quando quiser, distribua, vote, crie seu playlist, etc, etc”.

Porque a bagaça é interessante e vale esse post?

O modo como a Humanized utilizou para procurar a música, ouví-la direto da lista, controlar o audio, criar perfil, adicionar na playlist, ranquear, distribuir, divulgar, etc, etc, no Songza é bem interessante no ponto de vista simplicidade no uso e experiência do usuário. Contrasta ao meu ver com alguns de seus concorrentes que utilizam plugins, players e uma certa navegação pertubada.

O legal é ver como fica fácil utilizar as tarefas básicas, veja só nesse breve passo a passo:

- Você tem inicialmente 1 campo de busca para artistas/banda/nome de música (Google segue a risca né?)
- Depois que você diz a ele o que quer ouvir, ele mostra uma lista de músicas.
- Você clica na música e ele mostra pra tu nego, o que você quer fazer:
- Você quer ouví-la? = “Play”
- Você quer divulgar ela? = “Share”, depois “Link, twitter, embed, e-mail pro amiguinho”
- Você quer ranquear a musiquinha? = “Rate”, depois “Mãozinha com sinal de Positivo ou Negativo”
- Você quer adicioná-la ao Playlist? = “Add to Playlist”

Vô resumir pra não encher muito o saco pois as funcionalidades são várias e isso aqui num é tutorial do site pô! Senão não seria fácil né? O legal a respeito desse projeto é que além de ser mais uma jukebox-virtual-que-ainda-não-pegou, rs, ele é focado na tal “facilidade” e fluidez no uso da parada e foi criado por uma empresa que tem o foco em interface. Tecnicamente falando a equipe do Aza utiliza bastante “lightbox” (ajax?), o site é levinho, levinho, sem muita frescura visual (talvez esteja aí o ponto falho do não sucesso ainda, será?) e o modo como você toca a música, divulga, adiciona, etc, é simples, interessante e intuitiva. Só por isso, visto a quantidade de coisa ruim que ainda é feita atualmente, já vale esse post e a indicação para que você dê uma passada na criação do filhote do “hômi”

Vá ouvir música cabron: http://songza.com/